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A Ceia de Natal em Casa da Virgulina PDF Imprimir e-mail

Introdução

Personagens:
Virgulina
Beto Exclamador
Zé do Ponto
Chico Perguntador

      A Virgulina convidou o Beto, o Zé e o Chico para a ceia de Natal lá em casa. Esta era maior e tinha um jardim a toda a volta: Rosas, Orquídeas, Cravos, Margaridas, Túlipas, Malmequeres e Brincos-de-Rainha, floresciam por toda a parte. Lá dentro, o ambiente era bastante acolhedor: uma lareira aquecia a casa, a um canto encontrava-se uma mesa de madeira antiga, repleta de docinhos alusivos à época que todos tinham feito e trazido no dia anterior. Noutro canto, havia um sofá antigo em pele e ao lado uma mesinha de apoio. Era aqui, neste seu canto preferido, que Virgulina costumava fazer as suas pausas: pausa para o chá, pausa para ver televisão, pausa para ler, ou simplesmente olhar a paisagem através da janela. E foi daquele mesmo sítio que viu os seus amiguinhos a chegar. Toda entusismada, correu a recebê-los!
      Virgulina: - Olá! Bem vindos a minha casa de novo! Entrem, entrem!
      Beto Exclamador: - Uhmmmmmm! Que cheirinho!
      Chico Perguntador: - É do bacalhau?
      Virgulina: - Não, é das rabanadas e dos sonhos que estou a acabar de fritar para nós.
      Chico Perguntador: - E posso provar já uma rabanada? Ou um sonho?
      Zé do Ponto: - Não, porque os doces são para depois do jantar e ponto final. Não concordas Virgulina?
      Virgulina: - Concordo, até porque o jantar vai já ser servido e depois terás todo o tempo para os comer.
     Entretanto, dirigiram-se todos para a mesa que já estava posta e preparada para se sentarem. Virgulina era uma grande amiga de longa data. Ruiva, sardenta, bem humorada e excelente dona de casa, fazia sempre questão de receber muito bem os seus amigos. Enquanto todos se sentavam, ela colocava as travessas na mesa, ainda a fumegar, e ia servindo. Chico Perguntador, moreno, gordinho e muito comilão, pediu logo tudo a dobrar.
      Chico: - Podes servir-me duas postas de bacalhau e dois ovos?
      Beto: - És mesmo um comilão!
      Zé do Ponto: - Oh, até parece que não o conheces…
      Virgulina: - Deixem-no lá! Há aqui muita comida que chegue para todos e nem sempre é Natal… Estão a gostar?
      Chico: - Esta comida está uma delícia, mas estou desejando de passar aos docinhos…
      Beto: - Concordo contigo! Está tudo muito saboroso e também eu estou ansioso por trincar um docinho!
      Entretanto, o Zé tossia engasgado com uma espinha que se lhe tinha atravessado na garganta: «maldito bacalhau…», pensava ele, que sempre preferira a “Roupinha Velha” do dia seguinte…
      Zé: - Coff…coff…também estou a gostar…coff…muito deste bacalhauzinho…coff… coff…pena esta maldita espinha…coff, coff…
      Todos riram dele. Pobre Zé, ele ficava mesmo cómico com a cara toda encarnada e os olhos esbugalhados, por detrás das suas lentes de garrafão. Tinha um ar de intelectual que lhe dava uma aparência circunspecta.
      Terminado o jantar, começaram a passar para a sala ao lado, onde se encontravam os doces, a árvore de Natal, o Presépio e uma lareira que aquecia toda a casa. Uma música natalícia ouvia-se ao fundo.
      Beto: - Que linda música!
      Chico: - Foste tu que puseste este CD, Virgulina?
      Virgulina: - Não, não fui… Quem terá sido?!?!
      Zé: - Que totós que vocês são. Já olharam bem para a árvore de Natal? Os enfeites estão a tocar em conjunto como se fossem uma banda!
      Virgulina: - Ah! Olha a minha estrela a cantar, os anjinhos a tocar harpa, os sinos a badalar, as luzes a piscar e o Pai Natal a dançar!
      Todos se sentaram boquiabertos a olhar para a árvore que parecia ter ganhado vida, enquanto se deliciavam com os docinhos de Natal. Chico Perguntador aproveitava o tempo perdido comendo sonhos a triplicar. Beto Exclamador, magrinho, extrovertido e cheio de sardas, saboreava uma grande rabanada com pózinhos de canela. Zé do Ponto, muito circunspecto, trincava um chocolate. Virgulina, de boca aberta, continuava a olhar pasmada para a sua árvore, ouvindo-a cantar assim:
      «O Natal da Virgulina
        É o melhor do mundo
        Com sonhos e rabanadas
        E a companhia dos seus camaradas!

        O Natal da Virgulina
        É o melhor do mundo
        Com muita festa, união e harmonia
        E a nossa “música  de fundo.»

        E assim se passou mais uma ceia de Natal em casa da querida Virgulina!

Fim 

Autores: Adolfo Oliveira, Cátia Teixeira, Isabel Pedro, Rosa Catarino, José Lopes, Mónica Fonseca, Neusa Teixeira, Rosa Semedo e Tânia Pires.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Formação Modular Certificada – Percurso Modular B2

Módulo: Linguagem e Comunicação

Trabalho enviado pela formadora Luísa Guerreiro.

 
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